Textos
DE OLHO:EMBRIAGADO
De Olho : Embriagado
Conheci Junkies on the rocks Que tristes pareciam Na meia-noite do mundo Sem música e poesia Trash on the street E pó de nostalgia Andei mil lábios e nem desfaleci E quando de olhos abertos O mundo parecendo certo Mostrou-me o sangue, o fogo e a flor De pronto era Alice e o país das maravilhas Não passava e eu nem sabia De um conto de fados E uma cama para sempre vazia Na última sessão de fotos Um flash dilacerou Meu coração cansado Conheci Junkies on the rocks Em ruas que não eram minhas Em dias que me caçavam De volta às mesmas esquinas Quando a lua já desistia De iluminar sagas ensandecidas Hoje molho no pão vosso de cada dia Minha pena de securas estarrecidas Meu olho quase morto onze da manhã E alguém à espreita da minha fugitiva vida Um amor verso a verso retalhando Minha dor na qual ninguém mais acredita E os maus mal parando em pé Numa solidão de viés quase comprometida Conheci sweet and darkness Far away my heart em plena descida E ruas de um gosto de sal Que o sol petrificou pra toda vida Andando só e mal acompanhado Quién supo hallar mi corazon alado? Será que alguém se esqueceu mesmo de mim,Depois de algum tempo haver lembrado? Ou quem sabe aqui nos versos Só e de Olho: embriagado Posso dizer da vida seus mil lábios Com línguas de fel e equívocos nos armários Do Livro De Olho: Embriagado
Julio Almada
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Publicado em 23/11/2009 às 12h46
Comentários
|