Textos
Quando não se sabe o nome do amor
A hora do dia hoje: é teus lábios trêmulos
A flor do retrato sem olhos, só boca Agarrando com suor de saliva os beijos Não quer perder o amor que sufoca A brisa do teu perfume aqui me abre Cicatrizes no espelho que evito Quero achar-te ali e é tarde Falar de razão para o infinito Pressinto a vida no vão da janela A dávida para mim é só pressentir Nós: é só um sonho louco e congela Com solidão parte de mim sem porvir. Ainda escutarás meu nome e talvez Esquecer nem seja algo necessário Sempre depois somos o que se desfez Ao vermos o antes precioso como falho.
Julio Almada
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Publicado em 20/03/2009 às 17h19
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